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O que pode ser, verdadeiramente, justo?

A vida é apenas um sopro, mas toda criatura, deste mundo, tem igual direito a ela. Para viver, todo ser vivo precisa alimentar-se, caso contrário morrerá. Há mais de uma maneira de se obter alimento. Uma delas é caçando. Caçar nem sempre resulta em sucesso. Alguns dias são reservados à caça e outros ao caçador. Caçar implica em se ter uma estratégia de caça. Para tanto, alguns se penduram em galhos de árvores, outros, todavia, usam pólvora. São muitos os que se alimentam de aves. Frangos, por exemplo, são aves. Entre as aves, todas, haveria alguma que teria mais direito à vida? Para garantir a perpetuação da espécie, as aves põem ovos, mas ovos também são alimento para muitos. Seriam os ovos de uma ave mais nobres do que os de outra? Supõem-se que uma ave rápida ante a uma cobra ligeira, tenha mais chance de preservar a vida do que se pensa; dado o número superior de tais aves em relação ao de cobras ligeiras que há na terra. Já aves mais lentas e criadas em cativeiro, não tem chance alguma ante ao seu típico predador. Mas, seria justo não ter qualquer chance? Entre os justiceiros, conhecedores do bem e do mal, são incontáveis os que estão dispostos a salvar o pássaro rápido e esmagar a cabeça da cobra, mas nenhum deles interessado em fazer o mesmo com o predador do frango cativo, a menos que esteja fora de seu juízo natural. Tal dissertação, embora possa parecer, não tem a intensão de defender a cobra, tão pouco de poupar os frangos cativos, apenas demonstrar que entre uma ave e uma cobra há muitas possibilidades de reflexão.  Por um lado, me parece ser algo absolutamente inútil e temo estar fazendo o distinto leitor desperdiçar o precioso tempo, já que aquele que é capaz de ler, não é ave, muito menos cobra (no sentido denotativo da palavra), por outro lado, ajuda a compreender porque os reis mais nobres da antiguidade alimentavam-se apenas de cereais, pois o alimento desses reis não podia custar a vida, nem o sangue de nenhuma criatura.

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