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Porque admiro tanto o Aryoldo!

HISTÓRIA DO TORNO JONES & LAMSON.

Amigos, recebi a crônica abaixo de Aryoldo Machado.

Ele a me enviou e pediu que eu a avaliasse para ver se poderiamos publica-la. Acabei de le-la.São 02:03 do dia 11 de Junho de 2012. Não pude resistir à tentação de publica-la no meu blog agora mesmo. Como ele é meu amigo, nem esperei a autorização final. Se ele achar ruim, sei que vai me perdoar e eu retiro o texto dele do ar. Por que tive essa reação? O que eu senti? Deixarei que vocês mesmos cheguem à conclusão! Se você for egresso da área da mecânica, como eu, e tiver vivido algumas decadas nesse ambiente, vá em frente e leia até o fim. Vale muito a pena!

Marcondes.

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Dia destes, em visita a uma boa empresa no interior de São Paulo, por coincidência era hora de almoço. Todas as máquinas estavam paradas, ao fundo só se ouvia um ruído de ar comprimido vazando em alguma mangueira, ou em um conector de engate rápido. O gentil empresário que me acompanhava neste “plant tour” (visita às instalações fabris) exclamou: Como é triste ver as máquinas paradas! Concordei e me lembrei neste instante de muitos fatos onde presenciei máquinas paradas por “n” circunstâncias, inclusive por greves, por acidentes, ou pela normalidade dos feriados e horários sem turnos de trabalho. Um empresário, ao perceber as máquinas paradas, sempre pensa na última linha do balanço, “money” (dinheiro), em outras palavras, no resultado operacional da companhia. Eu já vejo também o lado nostálgico, sem nunca deixar de considerar também o lado material, o objetivo número “um”  da empresa que é, invariavelmente,  o resultado.  Mas sem mais delongas, considerando todo esse aspecto administrativo, há um fato que me marcou muito, que é o causo (caso) do tornão fabricado pela antiga JONES & LAMSON, originário dos EEUU. Trata-se da história de uma máquina que um dia deixou de funcionar. Eis o dito caso:

Na época eu era um gerentão de uma grande empresa, com vários departamentos, de usinagem, montagem, soldas e outros que tais. Foi um tempo em que eu exercia funções bem distintas das que exerço hoje como consultor. Minha sala estava em um mezanino, bem em cima de um departamento de usinagem de eixos varões localizadores. Este setor tinha muitos tornos trabalhando direto, em três turnos, e dentre eles o grandão que era um torno revolver, convencional com um antigo aparelho de barras, e que fabricava alguns modelos bem parecidos de pinos que serviam de eixos para engrenagens chamadas de “louca da ré”. Um nome bem curioso para quem não seja familiar aos jargões da indústria mecânica.

No primeiro turno, que começava às 05:00 da manhã, havia um operador, já experiente,  não tão jovem, mais laborioso e calmo, com o qual eu tinha mais contato (infelizmente o tempo apagou seu nome de minha memória sem dó). Esse era um apaixonado pela tal máquina e como era zeloso com o seu tornão, pois o mantinha sempre brilhante, lubrificado e fazia questão de ir colhendo os cavacos evitando que acumulassem.

O tornão trabalhava com a matéria prima em forma de barras longas, de 4 metros, dispostas no aparelho porta barras, sendo que uma delas passava por dentro do eixo árvore para se apresentar ao torneamento. Com o torno girando em baixa rotação, pois nem daria para ser  mais rápido, por conta do próprio desbalanceamento da barra, a operação propagava um som bonito como um sino em constante tintilar, porém, ao invés do badalo no bronze, a melodia era gerada pelo bater de aço com aço ou com o ferro fundido da estrutura.

Dia e noite eu ouvia e podia acompanhar a produção pelo som. Quando o torno parava, na maioria das vezes, era por problemas de manutenção ou então por falta de planejamento que, por alguma razão, deixava faltar material para o trabalho.

Este torno chegou junto praticamente com a fundação da empresa nos idos e prósperos anos 50, e já era usado. Vejam, quantos operadores passaram por ele, quantas oportunidades de trabalho estavam naquele posto, naquela máquina. Operadores ganharam seu sustento colocando a peça na placa, torneando, medindo, corrigindo, preparando, retirando as peças e colocando em caixas para a operação seguinte. Por ele, o tornão J&L, muita gente teve a oportunidade de se manter, casar, comprar uma casa, estudar os filhos, viajar, poupar, tiveram chance de evoluir para cargos melhores, enfim, viver uma vida com o sustento proveniente daquele trabalho. Cada tilintar era como se fosse de uma moeda sendo colocada no cofrinho do dia a dia, de cada um que estava ali à sua frente, interagindo mutuamente; um com a força de corte, o outro com a força do músculo; um valendo-se do pensamento nascido no cérebro e o outro do movimento gerado por fusos e barramentos. O operador, do qual não me lembro o nome, muitas vezes me disse que, graças aos serviços executados naquela máquina havia formado os filhos, construído a casa própria e, ainda,  se mantinha dignamente.

Os tornos convencionais carecem do homem para operá-lo, pois ele é só força e não tem computador ou CNC que pense por ele e o dirija. Ele precisa ser dirigido. Não é como nos tempos de São Paulo quatrocentão, dos idos de 1954, onde as propagandas pregavam “NON DUCOR, DUCO”, ou seja, “não sou conduzido, conduzo”. Este é o aspecto que muitos profissionais não vêm, os desdobramentos que se originam de um simples posto de trabalho, os aspectos que tangem a vida, o dia a dia, as alegrias, as frustrações, as necessidades e tristezas de cada pai de família. Quantas vezes o operador tem que entrar no palco do trabalho, carregado de pensamentos e tristezas, vestir “la giubba” (a roupa de trabalho, paletó em Italiano) porque o trabalho “must go on”; ou, como diria o poeta, o show tem que continuar; pois é assim que vejo toda essa metafísica, que se origina da interação de cada pessoa,  cada profissional postado em frente de cada máquina. Eu, às vezes, em meus devaneios, chegava a imaginar que, talvez, a máquina pressentisse tal situação, como se fosse um ser vivo, e procurava entoar um ruído mais alegrinho para estimular e encorajar seu próprio operador. Seguindo nessa linha, imaginava como ele, o tornão, deveria se sentir mal, caso ocorresse algum acidente ao operador ou a ele mesmo, por conta de algum movimento mecânico mal sucedido que pudesse vir a interromper a suave melodia.

Por que estou falando deste torno especificamente, visto que por trás de toda a máquina existem histórias semelhantes? Lembre-se de como comecei esse relato. Falava sobre máquinas paradas. Então, por que? Passado um tempo nesta minha gestão, e devido a uma oportunidade percebida pela alta direção daquela empresa, o setor foi terceirizado. Todo o trabalho foi para o novo empresário, que iria a partir de então fazer todas as peças deste departamento e entregar segundo as rotinas da já proliferada técnica do “just in time” (entregas na hora exata da necessidade,  seguindo cronogramas flutuantes, acompanhando a volatilidade das demandas). Tudo muito bonito, pois, de novo, isso iria afetar positivamente a ultima linha do demonstrativo financeiro. A partir de então, nunca mais vi o senhor operador. Tudo foi feito abruptamente, sem que se tivesse, se quer, uma chance para alguma alternativa de realocação de recursos, algum tipo de “overlapping” que pudesse poupar a nostalgia que ora me invade.

Não vou discutir isso, e nem o quero. Todavia, o senhor operador teve de continuar sua vida sem o auxílio musicado do velho J&L. E ele, o velho J&L, por sua vez, em face dos estudos feitos pelo novo empresário, foi silenciado. Ele parou. Suas engrenagens, o aparelho de barras, o motor, a mesa, a espera porta ferramentas, o castelo porta ferramenta, todos em fim silenciaram para sempre.

Um dia, nós em companhia de outros profissionais da empresa, fomos verificar em um depósito de um grande leiloeiro de máquinas da região, se existia uma máquina sei lá para que, da qual nós estávamos precisando. É um choque, para mim que não raciocino só em termos de dinheiro, que não vejo o mundo apenas pela perspectiva monetária, ver tantas máquinas desativadas, clamando por seu passado, pela sua anterior interação com humanos, gritando silenciosamente para voltar a rodar, vibrar, cortar, soldar, pintar, dobrar. Creiam, é um choque!

Naquele amontoado de máquinas sem vida, nem ruído de ar comprimido vazando tinha. Nada, só poeira e silêncio. Todas elas mortas para dar vazão ao prodigioso progresso.

Como é triste ver máquinas paradas. De repente, vi me envolto em teias de aranha, poeira, sucatas ao redor, e para meu espanto, lá estava ele o velho amigo, o querido TORNÃO J&L. Meu Deus! Me emocionei! Contudo, ninguém percebeu minha furtiva lágrima e, se viu, imaginou ser apenas um cisco no olho. Se eu pudesse, eu o abraçaria, e ficaria ali  horas ouvindo suas histórias. Eu fui embora e ele ficou no seu silêncio. Isso me acompanha e vai me acompanhar sempre. Adeus velho J&L.

Aryoldo Machado.  (Um pessoa que me orgulho de conhecer)

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64 comments on “Porque admiro tanto o Aryoldo!”

    • Marcondes Responder

      Estimado Aryoldo!
      Tua sensibilidade não tem preço!
      Para mim que comecei a carreira no SENAI, fazendo mecânica geral com especialização em ferramentaria e tenho toda uma vida voltada ao mundo metal mecânico, tuas palavras soam como acalantos, que me sensibilzam em relação a um passado de glórias de máquinas, equipamentos, estereótipos e sistemas de gestão que aos poucos vão caindo em sono profundo.
      Que Deus prolongue teus dias na face da terra!
      Grannnnnde abraço!
      Marcondes.

  1. DURVAL SAMPAIO Responder

    OLA, CARO AMIGO MARCONDES, SENTI MUITA ALEGRIA EM SABER QUE HÁ PESSOAS, QUE COMUNGAM O MESMO SENTIMENTO QUE EU ”POR TRÁS DE UMA MÁQUINA HÁ UMA PESSOA, UMA HISTÓRIA, HÁ VIDA E NÃO SÓ CIFRAS.
    PARABÉNS A VOCE COM SEU BLOG, E AO ARYOLDO MACHADO PELA SUA HUMANIDADE.

    • marcondes Responder

      Prezado Durval!
      Obrigado pela visita e pelo comentário!
      Consigo entender a importância do capitalismo, porém quando este se torna selvagem, me parece que tolhe, a maioria das pessoas, do sentimento humano e da sensibilidade em relação ao passado.
      Fico feliz em saber que compartilhas desse sentimento.
      Grande abraço!
      Marcondes.

  2. Alfredo Ferrari Responder

    Caro amigo Aryoldo.
    Como um apaixonado pelo torneamento automático, aliás responsável este por toda a minha vida profissional, revelo que me comovi ao ler essa crônica do velho tornão J+L. Ainda mais, usinando, ele, peças a partir da barra. Cumprimento o Aryoldo pelo seu empenho em pról da engenharia de manufatura, pelo trabalho que sempre desenvolveu na tecnologia do torneamento e pela brilhante maneira de apresentar essa comovente crônica.
    Do amigo,
    Alfredo Ferrari

    • marcondes Responder

      Estimado Ferrari!
      Uma grande honra receber tua visita e teu comentário.
      Tenho certeza de que o Aryoldo vai ficar muito feliz, também, por receber tuas palavras.
      Não é possível contar a história da usinagem no Brasil, sem passar por alguns guerreiros, alguns ícones, que ao longo dos anos tem contribuido tanto pela difusão do conhecimento da usinagem no Brasil e também me servido de inspiração, em cuja lista incluo o teu nome. Há também sem dúvida algumas marcas, sendo que uma delas está estreitamente ligada a você. Se me pedirem para “linkar” a palavra torno automático a um rosto, instantaneamente me virá a tua fisionomia.
      Creio que principalmente os componentes do antigo grupo de tecnologia de usinagem da extinta SOBRACON, me são pessoas extremamente caras. Temos portanto que semear muito enquanto nos sopra o folego da vida, para que nossa juventude possa, no devido tempo, assumir essa missão, que hoje pessoas como você e o Aryoldo tem cumprido com louvor.
      Tudo o que escrevo acima poderia ser tomado como político se não fosse a pura verdade. e se nesse meu peito não batesse um coração.
      Grande abraço!!!
      Marcondes.

      • Alfredo Ferrari Responder

        Caro Marcondes
        Fico sensibilizado pelas suas palavras e revelo que é para mim uma satisfação enorme por receber as suas mensagens através de seu blog e por me recordar das diversas palestras que tivemos a oportunidade de apresentar na época da SOBRACON e no SENAI. Para mim, é muito gratificante ter a amizade de colegas como você e o Aryoldo, batalhadores na área da engenharia da manufatura. Um forte abraço, Ferrari

  3. Jair Responder

    Olá Marcondes.

    Muito feliz a sua idéia de publicar o texto do Sr Aryoldo, que infelizmente não cheguei a conhecer.
    Sr. Aryoldo, parabens pela emoção, que nos causou.

    Um abração do Jair

    • marcondes Responder

      Grannnnde Jair!
      Obrigado pela visita ao blog e pelas tuas palavras.
      Não faltará oportunidade para que nos reunamos e você tabém possa conhecer o nosso amigo.
      Aryoldo Machado foi quem escreveu o primeiro livro sobre programação de Controle Numérico no Brasil.
      Qualquer dia precisamos publicar algum dos seus “causos” dos tempos de Krupp.
      Abração Jair!
      Marcondes.

  4. Agnaldo Responder

    Olá, Marcondes

    Sem dúvida esse texto do Sr. Aryoldo é muito bom e realmente nos faz voltar no tempo lembrar que trabalhar um um torno mecânico era uma arte.

    • Marcondes Responder

      Querido Agnaldo!
      Se acontecer de você espirrar. Saúde!!!
      Obrigado pela assiduidade e constante incentivo.
      Embora os frutos cobiçados estejam tão acima da cabeça, eles nada seriam sem a força e a solidez das raízes.
      Grannnde abraço meu amigo!
      Marcondes.

  5. Edilson Alves Responder

    Bom dia amigo Marcondes, que sua semana e a do Sr Aryoldo seja repleta das bençãos do Senhor!!!

    Penso que todos nós precisamos ver a vida sempre com um olhar mais humano, menos material, claro que a vida segue e conforme a vida vai seguindo nós vamos progredindo e nos adaptando ao progresso.
    Nesse mundo globalizado, onde o que conta são os resultados, onde quem faz mais rápido, melhor e com baixo custo dita as regras, infelizmente não há espaço, nem tempo para “ser humano”, não há espaço, nem tempo para pensar no outro, não que não devamos melhorar, progredir, buscar metas melhores, não é isso, isso faz parte da vida, sempre fez e sempre fará, mas precisamos de alguma maneira buscar o desenvolvimento sem deixar de nos desenvolver.

    • Marcondes Responder

      Estimado Edilson!
      Que a paz esteja contigo!
      Obrigado pela assiduidade e interseção, me dá forças!
      Perguntaram, certa vez, qual era a diferença entre um olho de vidro e o olho de um capitalista?
      A resposta era que: Você irá encontrar um pouco de humanidade no olho de vidro!
      Enquanto os homens não acreditarem que é possível gerar crescimento, lucro e perpetuidade sem sacrificar a humanidade, isso, em verdade, nunca ocorrerá, pois o homem só consegue realizar, aquilo que, antes de tudo, crê que seja capaz.
      Abraço fraterno!
      Marcondes.

  6. Marcos Oliveira Responder

    Boa tarde Marcondes e Sr. Aryoldo, durante a leitura deste texto, tive que interrompe-la várias vezes pois minha mente me traiu e vagou no passado compartilhando os mesmos sentimentos. São tantas as mémorias, umas nostalgicas e tristes outras engraçadissimas. Temos até um amigo que certa vez chegou tarde em casa, e se justificou com a esposa, que tinha ido no velório de um alemão da empresa, o Sr. GUILD MASTER. hahahah

    • Marcondes Responder

      Grannnde Oliveira!
      Fico muito feliz com tua visita e comentário!
      Essa do velório do Sr Guilde Meister, me fez lembrar da história, que me contaram, que um grupo de amigos chegavam tarde em casa e se justificavam com as esposas, dizendo que estavam fazendo um curso de CNC……….!!!! Sim! CNC – Cristal Night Club.
      A única diferença do curso de CNC – Comando Numérico Computadorizado era o tipo de programa que estavam praticando.
      Grannde abraço!
      Marcondes (f..d…!)

  7. Ronaldo Responder

    Boa tarde Marcondes,

    Maravilhosa esta história deixada pelo Aryoldo e que você nos deu o prazer de ler e viajar na história ali contada.

    Tive pouco contato com o Aryoldo, acredito que ele nem se lembre de minha pessoa quando comecei atender tecnicamente a Mazak e ele estava já partindo para novos desafios.

    Penso que muitos o conhecem pouco como eu, como dizem “A primeira impressão é a que fica”, nesta fase ele me parecia ser uma pessoa carrancuda, uma pessoa um pouco agressiva e que enxergava pouco o lado humano da usinagem, só tinha números nos pensamentos….

    Ao longo destes 12 anos do primeiro contato ouvi falar muito sobre ele, comecei a enxergar o outro lado daquela vidraça espessa e entendi que se eu tivesse tempo de limpar a poeirinha na época, teria visto o grande homem que ali estava, você mesmo foi uma das pessoas que me fez ver o que tinha por trás da vidraça na época em que era responsável pela revista OMU “O Mundo da Usinagem” e o Aryoldo participava com os conhecimentos adquiridos ao longo da carreira.

    Hoje fiquei ainda mais surpreso e adorei ler o que foi escrito com tamanho sentimento por este profissional que não tem apenas números, cavacos, aços no coraçao e cabeça….MEU PARABÉNS ARYOLDO E MARCONDES!!!

    • marcondes Responder

      Grannnnde Ronaldo!
      Muito obrigado pela visita e pela amizade!
      Sei que você não é o único a ter essa impressão. O prórpio Aryoldo já me confessou que, muitas vezes, as pessoas que trabalhavam com ele e conviviam com a severidade com que lhe é peculiar, quando no trato de suas respectivas responsabilidades, só enxergavam a severidade e não os propósitos por trás de tais atitudes.
      Deus me fez um privilegiado! Conheço só esse Aryoldo “doce” que muitos ainda estão por descobrir!
      Acho que esqueceram de me avisar que ele era severo. Como eu não sabia, o tratei com naturalidade e acabei ganhando um amigo quase irmão, ou, porque não dizer, irmão, não é mesmo Edilson?!
      Fico muito feliz que todas estas manifestações ocorram, nós todos lucramos com ela.
      Nós todos somos julgados o tempo todo, algumas vezes as pessoas estão certas, outras vezes estão equivicadas. É muito bom qundo surjam oportunidades para que nos conheçamos melhor.
      Grannnnnnde abraço, Carioca!!
      Marcondes.

  8. Evaldo Responder

    Olá grannnnnde “Chico Louco”.

    Como um apaixonado pela usinagem, aliás responsável por toda a minha vida profissional, fiquei comovido com o texto.Viajei no tempo……..
    Me fez lembrar o começo de minha carreira profissional.
    Hoje pessoas como você e o Aryoldo são os que estão disseminando estas verdades.
    Parabéns.

    • marcondes Responder

      Grannnnnnnnnnnnnnnnnde Evaldo!
      Só você e meu grannnnnde e querido tio Zula (infelizmente esse já falecido) também me chamava de “Chico Louco”. Creia que recebo esse apelido com muuuito carinho!
      Em geral quem me chama de Francisco são as pessoas do telemarketing ou os cobradores. Marcondes é meu nome de guerra e de profissão. Quem me chama de Chico é um amigo mais chegado, agora, quem me chama de “Chico Louco” já deu tres voltas no mundo comigo no mesmo balão!
      Sabe Evaldo, creio que a vida é “uma grande viagem curta” e uma das grandes falhas que um viajante pode cometer é esquecer da própria história e dos grandes amigos!
      Cara!! Que bom conhecer você, o Aryoldo e todos vocês que aqui sintonizam, comigo, a mesma estação!
      Bárbaro!!
      Suuuuuuuuuuper abraço pra você e pra toda a família!!!
      Chico Louco!!

      • Evaldo Responder

        Caro amigo Francisco Marcondes ou melhor “Chico Louco”

        Ter você como meu amigo é uma honra.

        Como disse o Zagalo, “você vai ter que me engulir” por que vamos dar muitas voltas pelo mundo neste balão que continua com gas e muita chama para se queimar.
        Um forte abraço pra você e pra toda a família!!! ( Familia Sandvik também)

        Evaldo

        • marcondes Responder

          Valeu Evaldo!!!
          Tua amizade não tem preço!
          Já que vamos dar mais voltas ao mundo e vou ter de te engolir, é melhor chamar cervejinha pra acompanhar!
          Vou retomar o tema com nosso amigo Edinho!
          O Garoupa nos espera.
          Grande abraço.
          Chico Louco!!!!

  9. manaus Responder

    Marcodes e Aryoldo,
    Quando alguem cria poesia, sabor e melodia, a partir de uma maquina, temos que reverenciar e aplaudir um artista da expressão.
    Qundo um mecanico de piso de fabrica desbrocha desta maneira e se apresenta ainda timido, traz uma mensagem boa de outra dimensão.
    Aryoldo, Rompa a casca e comece a voar.
    Grade abraço!
    Manaus

    • marcondes Responder

      Prezado Manaus!
      Obrigado pela visita ao Blog e pelo comentário!
      Estou contigo.
      Conheço o Aryoldo há muito tempo e tenho tido o privilégio de aprender muito com ele.
      Não faz muito tempo escrevi sobre o tempo, questionando se este seria um círculo ou uma reta. Esse texto também foi concebido sob a inspiração de perspectivas do mundo, que colho junto a esse meu querido amigo e poeta.
      Grande abraço e, mais uma vez, obrigado pela vista e pelo comentário.
      Volte sempre!
      Marcondes.

  10. batocchio Responder

    Olá Marcondes e Aryoldo! Parabéns pela história do Tornão. É sempre muito bom lembrar que no meio de toda toda tecnologia (seja nova ou velha) tem aquele bichino estranho de carne-e-osso chamado ser humano e, que muitas vezes, é relegado ao segundo plano. Um grande abração AMIGOS. Batocchio.

    • marcondes Responder

      Grannnnnnnnnnde Batocchio!
      Já estamos algumas cervejas e serenatas atrazados!
      Hoje ganhei o dia, muitos amigos, muitos comentários e muita sinergia!
      Mencionei você em uma resposta a um post sobre a importância do treinamento que publiquei ha uma ou duas semanas. Nela falava de um grupo de pessoas que contribuem sobremaneira para a integração da academia com a indústria. Inclui teu nome na lista.
      Tenho o grande privilégio de poder transitar entre grandes nomes da indústria e outros tantos grandes nomes da academia, da pesquisa e da gestão. Não é mesmo mestre?
      A vida perde o sentido quando o bichinho de carne e osso é posto de lado, pois a vida, como disse o poeta, é de sonho e de pó. Do pó de onde viemos e do pó ao qual voltaremos. Só mesmo a vaidade para fazer com que esta verdade seja esquecida!
      Grande abraço!
      Marcondes.

      • batocchio Responder

        Valeuuuuuuuuuuu Grande Amigo! Estamos devendo o almoco e a violada. Mas em algum momento a gente se encontra novamente. Abração

  11. Vinicius Responder

    Poxa…é de emocionar este texto!
    Se cada máquina companheira de tantos pudesse contar um pouquinho de sua história….seriam tantas conversas prazerosas, imagine só!

    • Marcondes Responder

      Olá Vinicius!
      Obrigado pela visita e pelo comentário!
      Se você que é jovem consegue compreender isso, fico muito feliz e sei que seu pai faz parte desse grupo de veteranos apaixonados pelo cheiro de cavaco azulado e de óleo solúvel queimado.
      Um dos propósitos do blog é abrir espaço para que essas histórias sejam contadas.
      Grannnnde Abraço!!
      Marcondes.

  12. Marcelo Hirai Responder

    Muito legal, só quem tem cavaco de baixo dos pés é que entende essas histórias mesmo. Pensamentos que muitas vezes nos passam pela cabeça ao estarmos trabalhando nos chãos de fábrica por ai afora. Que relatem mais histórias assim …
    Abraço a todos!

    • marcondes Responder

      Meu Amigo e Incentivador Mor Hirai!
      Muito obrigado pela assiduidade e pela amizade!
      Você me fez lembra do tempo em que eu era assitente técnico e cortava todo o carpete da sala com os cavacos que trazia pra casa, presos na sola do meu sapatão “bico de aço”.
      Espero ter inaugurado hoje a celebração da memória em que, todos nós amantes da manufatura, plantamos parte do nosso destino.
      Um grannnnde abraço e mais uma vez obrigado.
      Volte sempre e sinta-se em casa!
      Marcondes.

    • marcondes Responder

      Olá Humberto!
      Em meu nome e em nome do Aryoldo te agradeço pela visita e pelo comentário.
      Grande abraço!!
      Marcondes.

  13. Aldeci Responder

    Olá Marcondão, quanta gente boa conectada, heim? O legal de tudo isso é que a cada comentário, vem uma resposta sua com outra história.rs
    O Aryoldo sempre foi um referência, assim como outros listados por você.
    Esse Blog vai crescer tanto, que quero ver como você vai fazer para responder a todos, pois te conhecendo, duvido que deixe alguém sem resposta.
    Parabéns Aryoldo e a você Marcondes, por proporcionarem esses momentos de humanismo tecnológico.

    • Marcondes Responder

      Olá meu Irmão!!
      Acho que você não recebu miha resposta, por isso estou repassando.
      ****************
      Sempre um prazer te-lo por aqui.
      Você conhece todas essas pessoas tão bem quanto eu, afinal, crescemos na mesma família!
      Creio que se o blog continuar sendo frequentado por gente tão distinta, eu não me surpreenderia se tua profecia se tornasse uma realidade.
      Me sinto um privilegiado.
      Obrigado Aldeci!!
      Grande abraço!!!
      Marcondes.

  14. Marcondes Responder

    Olá meu Irmão!!
    Sempre um prazer te-lo por aqui.
    Você conhece todas essas pessoas tão bem quanto eu, afinal, crescemos na mesma família!
    Creio que se o blog continuar sendo frequentado por gente tão distinta, eu não me surpreenderia se tua profecia se tornasse uma realidade.
    Me sinto um privilegiado.
    Obrigado Aldeci!!
    Grande abraço!!!
    Marcondes.

  15. Wilson Sergio Martins Dantas Responder

    Me veio a Nostalgia, apesar de minha época de torno ainda presenciar o fim dos anos 80 e início dos 90. Sou Torneiro Mecânico de Formação com Carta de Ofício e tudo.
    Posso vender ferramentas, posso ministrar treinamentos, mas sou Torneiro Mecânico.
    Tem Torneiro Mecânico que até vira presidente da República.
    Tive o prazer de Trabalhar em um PROMECÃO que teve o mesmo fim… e ele eu encontrei na Rua Piratininga quando então eu trabalhei no Senai do Brás!
    Lacrimei nesse texto!
    E pelos comentários, só tem fera das antigas aqui, que bom que todo mundo tá na rede social!

    • marcondes Responder

      Olá velho amigo Wilson!
      Dizem que recordar é viver. Ótimo, estamos todos vivos!!
      Como profissionais, estudiosos e pesquisadores é óbvio que não podemos perder o foco do futuro, contudo, há que se conferir o devido valor ao bichinho de carne e osso chamado gente e também preservar a memória dos recuros que nos proporcionaram chegar até aqui. Não podemos deixar que a vaidade futurista apague o brilho do passado.
      Tome assento e fique à vontade, estamos entre amigos!
      Grande abraço!
      Marcondes.

  16. Domenico Responder

    Marcondes , mesmo para quem apenas lê o artigo , é de emocionar . Imagino a emoção do Arioldo que viveu parte da sua vida ao lado do velho JL .

    Parabéns Arioldo pelo artigo !

    Domenico Landi

    • Marcondes Responder

      Grannnnnnde Domenico!
      Obrigado pelo comentário e pela visita!
      Nunca recebi tantos visitantes ilustres de uma vez só.
      Seja bem vindo!
      Para nós que atuamos, ha tantos anos, no mundo da manufatura, fica fácil de absrover a emoção que o Aryoldo nos passa com suas palavras.
      Tenho a impressão de que a maioria dos jovens de hoje, buscam uma carreira de colarinho branco, porque não fazem idéia do quão emocionante pode ser o chão de fábrica.
      Grande abraço e obrigado, mais uma vez, pela visita.
      Parabéns pelos 2X0 ontem.
      Marcondes.

  17. Domenico Responder

    Marcondes , o artigo é realmente de emocionar aos que também viviem ao lado das máquinas .
    Parabéns Aryoldo !

  18. Silvio Luiz Plotegher Responder

    Grande Aryoldo,

    Muito lindo o texto. Conseguiu expressar os sentimentos de muitos neste seu conto.
    Ainda continuamos na luta com estes danados de CNC, não é mesmo?
    Abração do Silvio

    • Marcondes Responder

      Olá Silvio!
      Não me lembro de ter repondido ao teu comentário!
      Me perdoe se assim o fiz!
      Muito obrigado pela visita e pelo comentário.
      Há muitos anos quando convenci meu gerente de que a Sandvik deveria se associar à SOBRACON, um dos argumentos era o de que não poderíamos ficar de fora, pois o Comando Numérico era um caminho sem retorno. Ainda mantenho minha posição.
      Para nós que nos desenvolvemos neste meio, sabemos que a história se conta: antes e depois do CNC, contudo, sem o antes, não chegaríamos ao depois.

      Obrigado mais uma vez pelo comentário e pela visita!
      Abraço,
      Marcondes.

  19. Alexandro Novais Santos Responder

    Olá Marcondes tudo bem?
    Talvez não me conheça pelo nome, mas tenha certeza de que a pessoa que está escrevendo essas palavras é um grande fã seu…Faço parte do grupo Sandvik aproximadamente sete anos, sou operador líder na Hard Materials, iniciei na carreira como Torneiro Mecânico, e lá atraz tive um sonho de um dia fazer parte do grupo SANDVIK, e hoje aqui estou, e ao chegar no grupo tive o previlégio de assistir uma palestra sua, onde cada palavra proferida por você, me fez acreditar em sonhos e realizações…Me lembro de uma metáfora dizendo que, “Como no filme Alice no país da maravilhas, onde ela se depara com uma porção de portas e ela é questionada para onde você que ir, ela disse não sei, então qualquer porta serve!!!”, e hoje tendo a aportunidade de ler artigos como esse que nos faz até chorar….Claro que de lá pra cá muita coisa mudou, me formei, fiz muitos cursos e tenho um grande sonho que um dia realizarei…Ser como você, falar ao público e acima de tudo, não perder a humildade…Um grande Abraço e tenha certeza, que pessoas como eu te admiram e se inspiram na maneira como é……….

    Alexandro.

    • Marcondes Responder

      Prezado Alexandro!
      Me perdoe a demora em responder ao seu comentário!
      O texto do Aryoldo rendeu tantos comentários e réplicas que acabei me perdendo e acabei passando batido pelo teu generoso comentário.
      Me sinto muito honrado pelas referências que você faz a minha pessoa e sobre a palestra. Fico muito feliz que minhas palavras lhe tenham servido de inspiração. Na maioria das vezes o que limita as pessoas a realizarem seus sonhos é a fé. Pelo seu texto e pela maneira entusiasmada que você fala, sobre o quanto já progrediu em suas realizações, não tenho dúvidas de que você continuará crescendo em sua carreira e conquistando muitas vitórias.

      Nem sei o que te falar para retribuir tua admiração por mim e pelo meu trabalho, mas posso te dizer que guardarei tuas palavras no espaço que reservo em meu coração para as pessoas que honram o meu nome. Tenho certeza de que você poderá ir além do que pude ir.

      Hoje mesmo recebi um e-mail de um irmãozinho, como você, que está realizando um sonho muuuuuuito grande e me deixou extremamente orgulhoso dele, pois ele também se lembrou de comemorar comigo. Quando esse teu dia chegar, não deixe de me contar.

      A admiração que tenho pelo Aryoldo é muito parecida com a admiração que você tem por mim. Tenho certeza de que você também terá muitos admiradores, se é que já não os tem.
      Acho que a vida é assim, aqueles que, por terem começado a vida mais cedo, lograram algum êxito, precisam partilhar o que aprenderam, dividir o que sabem sobre o bom caminho, para que os bem aventurados que vierem na sequência, possam contribuir para com essa missão de elevar a sociedade como um todo, para que um dia todos possamos nos sentir orgulhosos de dizer que somos humanos!
      Que Deus te abençoe e ilumine teus passos para que possas ir além do que imaginas que seja possível.
      Um grannnnnnde abraço!!
      Marcondes.

  20. José Nivancí Responder

    Bom dia Marcondes!
    Te conheço dos tempos de Sandvick, ministrando alguns cursos, na epoca eu funcionario da Metal Leve (Santo Amaro) de 1981 a 1993, era programador CNC.
    Mas nunca me esqueci dos ensinamentos do Senai e do uso das maquinas convencionais.

    Quanto ao texto, muito interessante e nostalgico.

    Vejo que o lado humano ultimamente não é muito valorizado, quando atingimos um nivel otimo de capacidade, muitos empresas simplesmente tercerizam um setor, se mudam para cidades onde a mão de obra é mais barata, etc… E os bons profissionais acabam mudando de área.

    Porque não temos uma agenda positivista, com a passagem do conhecimento para as novas gerações (sempre acompanhando as melhorias dos equipamentos).

    Me sinto as vezes frustrado com o cenário que a industria nacional esta inserida. O que manda hj é o low cost…ou seja comprar da China…

    Desculpa o desabafo…e um grande abraço

    • marcondes Responder

      Prezado Nivanci!
      Obrigado pela visita e pelo comentário!
      Compartilho do seu sentimento.
      Muitas vezes acho que o empresariado se precipita e para sanar a dor no calo acaba cortando o pé fora.
      De que adiante sermos a 5ª economia do mundo se tudo estiver fundamentado apenas na exportação de minério e outras commodities?
      Nunca me esqueço que uma palestra que pude assistir do Sr Osires Silva (um dos fundadores da Embraer), que comentava que para cada quilo de soja que o Brasil exportava, recebia-se algo em torno de USD 0,50, enquanto que para cada quilo de avião que o país exportava, recebia-se algo em tono de USD 1000,00.
      Não podemos entregar os pontos. País sem indústria competitiva será sempre colônia de algum outro país tecnologicamente mais desenvolvido.
      Acredito muito na estratégia de Harb (veja artigo que postei sob este título “Harb e os Chineses”). Temos de nos reunir em torno desse objetivo, encontrar maneiras de nos tornarmos mais competitivos, ainda que não tenhamos condições de mover o governo em direção à redução do custo Brasil.
      Nós todos que nascemos para a indústria havemos de encontrar saídas por meio da inovação e da criatividade. No momento atual e sob as regras impostas pelo nosso governo, só vejo uma alternativa para combatermos a concorrência externa (China, por exemplo), tornarmo-nos extremamente produtivos e produzirmos com custos finais progressivamente menores. Tenha certeza de que é essa necessidade que vem matando os velhos tornões, como os J&L, mencionados pelo Aryoldo, por esse mundo à fora.
      Oxalá possa esse Blog, entre outros veículos do segmento, como, por exemplo, o site do torno autmático, do amigo Ferrari, o CIMM, a revista Manufatura em Foco, oferecer idéias que possam nos ajudar a reascender o desenvolvimento da nossa indústria local!
      Grande abraço!!!!
      Marcondes.

  21. Ferretti Responder

    Chico paco, realmente essa lembrança nos leva a outras também muito marcantes na nossa vida. Enquanto lia, lembrei-me da primeira vez que entrei no Carrefour da Vergueiro após a demolição da nossa suuuuper escola” Villares”. Cara, naquele dia eu só não deixei a Vera perceber que eu estava chorando, mas engoli quadrado, lembrei-me dos tornos e fresadoras que implantamos ferramental, do supervisor Rosinha (nosso grande amigo), do pingução, do baianinho, do come-pouco (morto de fome) que hoje é um conceituado super diretor geral de multi nacional ( não podemos citar o nome), do Magnólio, enfim das “palhaçadas”, e de todos os grandes amigos daquela família. Certeza que foi assim que o Arioldo e voce se sentiram qdo escreviam. Esse tipo de coisa é muito importante acontecer, e graças a DEUS estamos com saúde para relembrar e sentir muitas saudades. Quanto ao Garoupa, tô dentro se alguém for relembrar ou comemorar qualquer coisa. Parabéns.

    • marcondes Responder

      Grannnnde Zé Buscapé!
      Aqui não não é a Gaviões da Fiel, mas também tem um bando de loucos! Loucos pelas boas memórias, pelas amizades que tivemos a graça de poder fazer, por usinagem e por tudo quanto possa nos dar alento pelo que ainda hemos de fazer juntos!!

      Zé, se o cara fosse só morto de fome tava bom!! O problema é que ele também era morto de sêde!! E numa dessas, eu que era inexperiente, fui seguir esse amigo e o Ademir (“pingução” – vejam só o apelido suigeneris do moço), quase entro em coma!!!
      Porém, tudo vale a pena quando a alma não é pequena, como dizia Pessoa! Acabei me tornando um especialista! Comedido, é claro!!

      Tal experiência, essa que aculumei de lá para cá, me permite aconselhá-lo para que na próxima vez que tiver de engolir quadrado!!! Tome uma Skol! Talvez algumas, não é mesmo Jair??

      Ah! Se tiver frio quando formos ao Garoupa, não deixe de lavar sua blusona de lã. Ao chegar lá, sente-se ao meu lado e deixe-a no encosto da cadeira. Ainda tenho um restinho daquele perfume que a Sonia ganhou de um fornecedor e achou muito forte e me deu, porque, quem sabe, minha nomorada pudesse gostar! O problema é que ao regressar pra casa, talvez, você volte a engolir quadrado de novo!!!

      Concordo com suas palavras sobre a Villares e também tenho a mesma saudades.

      Um grande abraço meu irmão!!

      Chico Paco!

  22. Adalberto Responder

    Caro Marcondes, Primeiro, parabens pela sensibilidade que teve em preservar este impagavel patrimonio cultural, de relacionamento homem / maquina, e curiosamente, li este texto ao retornar de visita a um Cliente deste nosso setor, onde ele nos apresentou sua nova planta e nela ele preservou algumas das maquinas que seu pai comprou no incio da empresa e por elas terem sido sempre bem cuidadas pelos operadores, permitiu uma longividade de aproximadamente 30 anos e em determinado momento ele citou exatamente esta relação de emoção. As Maquinas não são somente bens de capital elas escreveram e escrevem historias fantasticas junto de pessoas fantasticas. abraço

    • marcondes Responder

      Olá Adalberto!
      Muito obrigado pela visita ao blog e também pelo seu comentário!
      Tuas palavras me fazem lembrar uma frase da Professora Dra em História Marlene Suano que diz o seguinte: “ao interpor a ferramenta entre sua mão e o universo, o homem começava sua longa jornada rumo à conquista do espaço”.
      Máquinas e ferramentas são fundamentais para o desenvolvimento de uma região, de um estado, de uma país e de toda a humanindade.
      Estaremos sepre entre a interconexão de duas eras, uma que se finda e outra que se inicia; uma era da máquina convencional que põem-se a adormecer e uma outra, das super máquinas CNC de 5 eixos programáveis, que desperta, hoje, para a vanguarda.
      Nós que ainda atuamos e podemos interferir nos destinos das empresas, devemos ter a ousadia de conhecer e implementar o novo, mas sem nunca perder o respeito pelo que o velho nos permitiu lograr.
      Mais uma vez obrigado pela visita!!!
      Marcondes.

  23. Alexandro Novais Santos Responder

    Olá Marcondes….
    Pelo nome creio que não me conhece, embora já conversamos em uma de suas palestras que tive o previlégio de assistir aqui na Sandvik mesmo.
    Estou na Hard Materials a +/- 7anos e sou líder de produção, e estar nessa condição hoje é parte da realização de um sonho, que foi inspirado ainda na época em que fiz meu primeiro curso profissionalizante, como Torneiro Mecânico, e que foi confirmado com suas sábias palavras e experiências.
    Me emocionei com o texto, e acredito que assim como eu, pessoas que fizeram muitos cavacos na vida também se emocionaram.
    Parabéns!!! Alexandro…

    • marcondes Responder

      Olá Alexandro!
      Quem bom te-lo entre nós!
      Creio que poderiamos montar o clube do cavaco.
      Trabalhei muitos anos como gerente de marketing na Sandvik Coromant e, sem dúvida, minha passagem, de alguns anos, pelo chão de fábrica me ajudou muito. Sempre tive comigo que 15 minutos em uma máquina pode valer mais do que 2 horas em sala de aula. Não quero com isso dimunir a importância da teoria, mas poder operar uma máquina e ver o cavaco sendo formado, ao vivo, com certeza, acrescenta autoconfiança para quem escolhe e aplica ferramentas, ou mesmo para quem trabalha em outras funções que envolvam conhecer processos de usinagem.
      Mais uma vez obrigado e volte sempre!
      Marcondes.

  24. Antonio Sanches Responder

    Com alegria li o artigo e pude notar em cada linha o Aryoldo que conheci , enquanto êle sempre foi reconhecido como um grande conhecedor da Tecnologia de Usinagem dos Metais e de Máquinas Operatrizes eu tinha a frustação com a miopia dos outros quanto ao sentimento em que êle colocava em suas atividades .
    Ao Marcondes obrigado por essa oportunidade e ao Aryoldo um grande abraço

    • marcondes Responder

      Olá Sanches!
      Muito obrigado pela visista e por suas palavras!
      Estou convicto de que o Aryoldo ficará sensibilidado por sua manifestação de apreço.
      Não me seurpeenderia se acabassemos por encontar o operador do tornão J&L para complementarmos a história.
      Creio que a perfeição humana se dá pelo coletivo e não pela individualidade. Nossa convivência e interação são instrumentos de melhoria que ao longo dos anos vão nos moldando, nos deixando mais pacientes, compreensivos e também mais sentimentais. Até que um dia no alto da sabedoria, que os anos de vida nos acrescenta, a vela se apaga.
      Também creio que o sonho e a vontade empreendedora, ou seja, a vontade de viver, é a parafina que renova nosso ânimo e mantem a vela acesa. Some-se a isso a importância de ter e estar entre amigos!!!
      Muito obrigado mais uma vez e volte sempre.
      Marcondes.

  25. Sandro Agnese Responder

    Primeiramente parabéns pelo texto amigo Aryoldo, e o mesmo pela publicação Marcondes; sem dúvidas uma história mais que especial, acima de tudo muito bem escrita! Novamente parabéns.

    Sou ainda um tanto quando jovem, ou como diria o Aryoldo, sou um juvenil… mas não vejo-me dessa forma, muito menos vejo-me com tanta experiência assim, em fim, acredito ter construído uma gama considerável de conhecimentos, em diversas áreas, em um dito médio tempo de estrada.

    O que quero dizer, é que também emocionei-me com o texto acima, de autoria do ‘mestre’ Aryoldo, além de achá-lo belo, quase como uma arte nas crônicas sobre a indústria mecânica e casos reais.

    Infelizmente também já vivenciei máquinas paradas em barracões, empresas que por algum motivo ou outro, estavam paradas, e realmente a sensação não é felicidade, muito pelo contrário… Assim, concordo com todos os dizeres no texto sobre o Tornão J&L, e mesmo estando sempre em escritórios e afins, uma unidade fabril parada, mesmo que por horas seguidas, é quase assustador, não pelo fator financeiro (que também importa, obviamente), mas pelo simples fato de parecer que as máquinas gostam do que fazem, do que produzem, talvez por nos parecer que elas paradas sugiram-nos inutilidade, e elas trabalhando utilidade, vida, produção… deve ser o oposto do trabalhar que na verdade acaba nos impressionando.
    Lindo trabalho Aryoldo e Marcondes!
    Forte abraço a todos;
    Sandro Agnese – AgnTech Brasil

    • Marcondes Responder

      Olá Sandro!
      Fico feliz com tua visita e com tuas palavras!
      Me alegra que tenhamos juvenis em sintonia com os nossos pensamentos.
      Para competir no mundo moderno temos de acompanhar a modernidade, mas como já disse em outras oportunidades, muitas vezes deixamos de ser competitivos muito mais pela falta do óbvio do que pela falta do novo. Temos de ter sabedoria para equilibrar a balança.

      Experiência é algo que não se compra em caixas no supermercado. Quando a dispensamos sem o devido cuidado, posteriormente ela pode nos fazer falta e não a conseguiremos repor no tempo devido. Por outro lado uma coisa é ter 30 anos de experiência, outra é ficar 30 anos fazendo tudo sempre igual e esperar resultados diferentes.

      Creio que no mercado ainda há espaço para os dois, para o velho e para o novo, mas é preciso ser um bom gestor para saber quando e onde se aplicar um e outro.

      Para nós que temos algumas décadas de atuação nesse mercado, não há como não se emocionar ao ler a crônica do Aryoldo, pois se tivemos algum mestre de carne e osso que nos ensinou o ofício, tivemos também alguma máquina torno, fresadora, retíficadora, mandriladora, bancada (no meu caso) que nos proporcionou o primeiro contato com a arte da manufatura.

      Creio que todos os que aqui se manifestaram, de um modo ou de outro, são pessoas de êxito. Não tenho dúvidas que parte desse êxito está ligado à paixão que temos pelas máquinas, pelas ferramentas, pelo chão de fábrica, pelo cheiro e pelo barulho das linhas de produção.

      Que bom tê-lo junto à nós!
      Grande abraço!
      Marcondes.

  26. Fernando Calixtre Responder

    Com o Aryoldo, fiz uma visita a EMO Hannover e uma viagem por alguns fornecedores americanos de máquinas. Nestas oportunidades pude sentir a paixão e respeito que ele tem pela inteligência aplicada na máquina-ferramenta. Sempre que eu tinha que apresentá-lo, eu dizia: “Esse aqui é o pai do CNC no Brasil”.

    Parabéns Aryoldo pelo artigo, onde você teve a coragem de expor esse seu lado humano.

    • Marcondes Responder

      Prezado Fernando!
      Obrigado pela visita ao Bog e pelo comentário.
      Também vejo o Aryoldo assim, o pai do Comando Numérico no Brasil.
      Hoje em dia é difícil encontrar em engenheiro mecânico com a mesma abrangência de conhecimento sobre máquinas e ferramentas. Existem, mas são cada vez mais raros.
      Grande abraço e mais uma vez obrigado pela visita!!
      Marcondes.

  27. Marlene Responder

    Aryoldo, um ser especial, exemplo para que cada um buscasse em seu interior, a sutileza da perspicassia de viver, agradeço o aprendizado, a emoção que invadiu meu ser, fazendo diferença daqui em diante, é uma lapidação, polimento, necessário ao nosso crescer.
    Marcondes, agradeço não ter aguardado autorização, por si só as palavras preciosas reluz…

    • Marcondes Responder

      Prezada Marlene!
      Muito obrigado pela visita ao Blog e por suas generosas palavras!
      Fico muito feliz em saber que as palavras do Aryoldo também encontraram ressonância em seu modo de ver o mundo industrial.
      Realmente, taõ logo li o texto não pude me conter, pois mante-lo restrito a mim e ao meu amigo, seria um grande egoismo.
      Muito obrigado por sua manisfestação e um grade abraço!
      Marcondes.

  28. Alceu Sebastião Costa Responder

    Caríssimo Amigo Aryoldo,
    Conforme lhe adiantei por telefone, a sua crônica veio como um bálsamo para o meu amargor diante da reportagem da TV Globo, que na última 6a.feira veiculou, através do Jornal “Radar”, matéria depreciativa da nossa Boa Esperança do Sul, focando o absurdo de apenas um vetusto ônibus, caindo aos pedaços, em uso há 27 anos, sem manutenção, ser a única opção de transporte coletivo urbano dos munícipes locais.Lamentável realidade, que de pronto me entristeceu.
    Mas, o Professor Marcondes foi o portador da matéria que me levantou o astral, com o título de ” Porque Admiro Tanto o Aryoldo”, calcado na excelência da sua capacidade, Amigo, de interagir a sua alma de ser humano com a “alma” de um torno, sucateado como soe acontecer com as pessoas envelhecidas, vítimas do abandono e do esquecimento.
    Obrigado, meu querido conterrâneo Aryoldo pela lição de elevada sensibilidade na sua prosa carregada de poesia, que a mim também só fez crescer a admiração pela sua pessoa.Afinal Boa Esperança do Sul tem também seus motivos de glória!!!
    PARABÉNS AMIGOS MARCONDES E ARYOLDO.
    Abraços fraternos do Poeta Alceu Sebastião Costa

    • Marcondes Responder

      Prezado Alceu!
      Me sinto honrado por você compartilhar conosco palavras que já havia passado, por telefone, ao nosso amigo em comum.
      Creio que todos nós, que nos manifestamos aqui nesse espaço, nos identificamos, nos localizamos, nos solidarizamos de algum modo com os sentimentos do Aryoldo.
      Ouvi de um sábio que o pior que pode acontecer a um homem é o esquecimento.
      Obviamente, não podemos viver do passado, mas quem se esquece de suas origens, de sua história, com certeza não pode ser considerado sensato, culto ou sábio.
      Muito obrigado por juntar-se a nós e compartilhar conosco os teus pensamentos.
      Grande abraço.
      Marcondes.

  29. Cristiano Carrijo Responder

    Marcondes, tive oportunidade de trabalhar com o Sr. Aryoldo Machado na Eaton. Sem dúvida um homem muito incompreendido e que viveu seus conflitos e soube os reconhecer. Admiro a paixão que ele tem pelo trabalho, pela usinagem, pelos processos de fabricação e esta história revela mais um pouco o lado humano que poucos conheceram.
    Desejo ao Sr. Aryoldo muitos e muitos anos de vida!

    • marcondes Responder

      Prezado Cristiano!

      Muito obrigado pelo seu e-mail e pela visita ao Blog!

      Conheci o Aryoldo em 1982, na extinta SOBRACON – Sociedade Brasileira de Comando Numérico.

      Tornei-me mais próximo em 1990, quando a Sandvik editou um livro chamado História do Metal Duro e o Aryoldo escreveu o prefácio de uma das edições. Tenho o Aryoldo como um dos meus Gurus.

      Fico feliz que você tenha gostado da crônica que ele escreveu. Cada vez que a leio, mesmo tendo lido várias vezes, me emociono.

      Creio que no lugar de sangue, nas veias do Aryoldo deve correr óleo solúvel e quando ele faz a barba de manhã, sai cavaco, mas o coração, bem no coração dele vive um poeta.

      Mais uma vez, obrigado pelo e-mail e volte sempre.

      Abração,

      Marcondes.

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