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Antes da felicidade encontre a si mesmo!

Barco Homem SolitárioO êxito profissional e a felicidade são metas universais. De modo geral todos se submetem ao que, desde a infância, lhes é apresentado como verdade. Aos poucos, certas afirmações se tornam tão frequentes, que se consolidam como paradigmas, como dogmas intransponíveis, pois foram firmados por pessoas da mais profunda confiança, como os pais, os irmãos, a família, os vizinhos e depois confirmados pelos superiores, pelos professores e assegurados pelos meios de comunicação, ainda que estejam todos alucinados. Como se isso não bastasse,..…. tais pregações são promovidas e protegidas pelo governo e ainda cristalizadas por ídolos insuspeitos, crias e cumplices do próprio meio em que cada indivíduo se insere desde que veio ao mundo. Homo sapiens? Sim, porém, desse ponto para frente. Aceitamos tudo o que nos foi apresentado como verdade incontestável, desde o berço, e passamos a desenvolver alternativas de felicidade a partir desse ponto. Questionamos sim! Desde aí para o futuro, já que o passado parece coerentemente resolvido! Uma desaprovação paterna, uma crítica materna, uma exortação do líder espiritual, uma advertência do gerente ou do diretor, por vezes, reverbera negativamente por toda uma vida, pois muitos, se não todos, tomam a cada um desses mentores como gênese da verdade, não porque, em verdade, o sejam, mas porque assim todos foram condicionados a crer. Por ser assim e assim ser o homem parte em busca do próprio destino e por incontáveis vezes, chega ao topo do que lhe apresentaram como a verdadeira felicidade, sentindo um vazio mortífero, porém sorrindo, pois é assim que se deve sair na foto. É dessa forma que prescreve a bula. Todo aquele que deseja ser genuinamente feliz, precisa, antes de tudo, encontrar a própria verdade, ou seja, partir em busca de si mesmo. É uma busca solitária e muito dolorida, a terra pode tremer, vulcões podem entrar em erupção, ídolos e valores, até então incontestáveis, poderão ser derretidos pela lava fervente. Não me surpreenderia se, após serem retiradas todas as conveniências e todos os vieses manipuladores da razão, cada um se sentisse profundamente traído e absolutamente só, até que entendesse que todo aquele que rejeita assumir, totalmente, o leme da própria existência, estará sempre pondo em risco a vocação natural de ser absolutamente livre, ainda que lhe pese a responsabilidade de respeitar o livre arbítrio, inerente a cada um dos semelhantes que lhe cruzem o caminho. Ninguém será capaz de traspor qualquer desafio, ou explorar qualquer território, que por si mesmo já tenha sido tomado como sagrado e interdito.

Marcondes               17 de Julho de 2013       01:53

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