Tag: Sinceridade

Que tua alegria transponha o carnaval!

Sorriso de Criança

Para alegra-se  não é preciso muito. Basta receber um sorriso  sem culpa  e desprovido de malícia, desses que  transpassam a alma  pela pureza que traduzem e, assim, arrebatam até os espíritos  mais cautelosos. Um sorriso   natural e límpido ante o qual até a fera  mais temerosa se curvaria em respeito, por encontrar nele a  imagem e a semelhança do amor real e sem qualquer preconceito, tão típicos nos recém nascidos.  Um sorriso que  irradia luz,  sem nada  exigir, desses  sorrisos,  que diluem corações de pedra  e  resplandecem em graça, sem ter consciência do poder que possuem. Expressão sincera de contentamento que a humanidade parece ter esquecido.  Tão delicado  que exala o perfume  da  total  inocência . Ainda que lhe  ornem à revelia do que poderia pensar na maturidade, nada importa, pois  a felicidade espontânea lhe ilumina o rosto ao receber as boas vindas de alguém  tão parecido com  quem há tão pouco tempo  lhe disse : Vá meu amado, que tenhas uma boa viagem e ao regressar , não te esqueças de me trazer de volta o mesmo sorriso!

Marcondes            10 de Fevereiro de 2013        01:49

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Para ser homem é preciso ser humano!

Valha me pedra da tua dureza. Valha me granito da tua frieza! Valha me rocha da tua firmeza! Valha me aço da tua indiferença! Valham-me todos vocês que não sentem dor, desprezo ou saudades! Valham me vocês sem alma nem espírito! Valham me todos vocês que nada precisam provar ou honrar! Vocês que não se expandem em júbilos, quando nas vitórias; nem se encolhem aos soluços, quando nas derrotas, pois por nada precisam lutar! Valham me todos vocês sem sentimentos, que não se ofendem por humilhação, nem por falta de reconhecimento; vocês que não se sensibilizam com a humildade, não se emocionam com a fraternidade, não se apaixonam pela inocência, nem se submetem às paixões! Valham me todos os que não se revoltam com as injustiças, nem com a hipocrisia! Vocês todos que não sabem o que é fome, sede, frio ou escuridão! Valham me corpos celestes, cujas órbitas e rotas próprias, em nada dependem do sentir!  Valham me todos vocês que não se alteram com as ofensas, não se animam com os elogios, sequer sabem o que é o amor! Valham me seres inertes! Valham me todos vocês , se querem que eu  renuncie a minha extraordinária e maravilhosa  condição de ser : humano! Se uma lágrima furtiva te chega sorrateiramente aos lábios é porque vives ! Não permita que a vaidade te prive da felicidade que encerra o ato de  poder  viver, sincera e intensamente! Só não chora o homem que não aprendeu a ser gente!

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