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Por que a chuva o aborrece?

Crianças na Chuva

Ó vida o que fizeste de mim? Por que tudo me aborrece? Seria eu que mudei ou tu que me mudaste? Por que meus motivos de alegria se converteram em pesar? Teria a, outrora sonhada, maturidade me cobrado o seu preço, ou eu que a corrompi de seriedade? Por que meu sorriso fácil se esconde de mim? Que faço eu aqui a deleitar me com fotos, que me devassam a memória e resgatam, da minha doce infância, amigos, que jamais soube, fariam tanta falta a esse ser profissional e sisudo que me tornei? Ou seria tu que me tornaste? Por que me privaste da imunidade da inocência! Ah! Se eu pudesse voltar a pular nas poças e correr nas enxurradas que escorrem em meio a esse infinito trânsito caótico, sem que me tomassem por louco! Quem me dera não me preocupar com o tempo, com os compromissos e com o peso da minha máscara de adulto; já que dentro do meu peito, bem dentro mesmo; ainda vive uma criança? Creio que me divertiria à beça! Até porque papai do céu é bem mais tolerante. Creio que Ele sorri quando tantos o materializam como um velho sério e de barbas brancas. Na certa deve ser uma criança encantadora e eterna, que jamais envelhece. Porque escolheria Ele outra forma, se o melhor que pode haver naqueles a quem chama de Sua imagem é ser criança?

Marcondes              01 de março de 2013                                                  02:15

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