A aparência é o espelho da alma, imagem do estado de espírito de cada um, homem ou mulher. Se original, revela o que somos; se plágio, denuncia o que desejamos ser. Se autêntica denota autoestima e contentamento com o que se vive; se cópia, enfatiza a insatisfação com a autoimagem e dá pistas do que se quer viver. Por ela identifica-se uma era, uma época, uma tribo, uma classe social, uma cultura, uma tendência, um país, um caráter. Linguagem subliminar, explicita tanto o amor que se tem, quanto aquele que se deseja ter. Quando natural, expõe a realidade; quando artificial, externa o sonho. Quem é o que em verdade  é, de fato vive. Quem não é o que aparenta ser, se ilude. Cabe a cada um a escolha sobre  que lado  ficar!

A maioria dos vendedores industriais tem formação técnica. É natural, portanto, que se sintam mais à vontade em transitar nesse campo de argumentações, direcionando as apresentações de venda mais para o lado tecnológico, abrangendo mais as características de projeto e uso de um determinado bem. Uma argumentação de vendas, no entanto, pode se tornar mais efetiva se montada sob um plano que englobe três pontos de vista diferentes, embora complementares. Assim como em geometria plana três pontos, não alinhados entre si, determinam um único plano, uma argumentação embasada em três perspectivas tende a ser mais sólida e eficaz.

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O êxito depende mais de inspiração do que de circunstâncias favoráveis.  Quando solo e clima favorecem, florescer não é mais do que uma obrigação. Se me exponho em tais condições, serei apenas  mais uma voz na multidão, só mais uma cabeça na manada. Cativar, conquistar ou brilhar requer muito mais que superar as dificuldades que se me impõem. Em verdade, requer ânimo e firmeza de propósito. Requer ter bem claro para si, porque veio ao mundo e não abrir mão disso, por nada! A abnegação desmedida pode custar a morte de algumas sementes, mas a flor que floresce no caos, não tem como não cair na graça de Deus. Um dia ela também passará, mas deixará, sem dúvida, um rastro de perfume em todas as lembranças; mais que uma flor, se tornará uma lenda!

Não sou um CEO (Chief Executive Officer). Não sou diretor nem gerente, nem mesmo um supervisor. Não me aceitariam como ministro , senador ou governador. Não tenho MBA, não sou mestre, nem doutor. Não sou executivo, nem bancário, nem administrador. Não entendo de lógica, gestão ou engenharia. Não preciso ser poliglota, minha línguagem é universal! Não me preocupo, com metas, prazos, relatórios e nem reuniões. Não sou um estrategista e nem tenho sequer um plano de carreira. Não tenho dinheiro, nem fama, nem bens. Nada possuo. Não me importo com nada disso. Optei pela liberdade desmedida! Trabalho com a pureza, com a inocência e sou adepto da longevidade. Sou um colecionador de algo por demais precioso!
Sorrisos!

O Fio do Bedame !!!

1 comentário

Estamos na era da inovação. A novidade de hoje será rapidamente copiada pelos concorrentes, acelerando a necessidade de realimentar o ciclo inovador, de quem quiser manter-se na dianteira. A disponibilidade de tecnologia iguala à todos aqueles que puderem acessá-la. Contudo, pouco se pode fazer com uma nova tecnologia que, embora acessível, não possa ser dominada, absorvida e utilizada com sabedoria e eficácia. A velocidade com que surgem os novos paradigmas é maior do que a competência de muitos  em absorve-los no melhor tempo. Equipes que tenham dificuldade em se adaptar a esse mundo continuamente mutante, limitarão a velocidade de crescimento de suas empresas. Várias companhias mantêm-se na liderança de mercado, não porque sejam assim tão boas, mas apenas porque seus concorrentes são ainda piores. Equipes sedentárias, assentadas em suas áreas de conforto, conformadas com suas  glórias passadas, unem  seus elementos em torno de suas  próprias  crenças e visões, por vezes, a muito ultrapassadas e fazem com que o êxito das ações de ontem, ainda pareça o melhor para os dias de hoje. Há como que uma letargia, coletiva e involuntária, ao redor do comum, inibindo-se o desejado progresso. Entretanto, quantas vezes não ocorre de alguém, em nada melhor, a não ser em ânimo e coragem, ascender ao topo do mercado, justamente por lançar mão  de algo, que  estava ao alcance de  todos, mas foi posto de lado, porque conduziria à renúncia de um modelo instalado e já consolidado como alternativa única, mesmo quando já existia algo novo bem melhor.

Isolar-se, por vezes, é muito útil, serve  para sanear a mente cansada, estressada, ferida , quem sabe, magoada. Acalma o pulso,  enquanto  se busca sentido em tudo aquilo que nos leva a condição de nada, ou seja, querer nada, pensar nada, olhar nada, fazer nada, cobrar-se de nada, falar nada, ouvir nada, ser nada, ajuizar nada, reagir a nada; absolver-se de tudo, render-se  ao pó, que  em verdade somos. Tornar-se nulo ante tudo, consolidar-se em torno do nada, apenas existir, já que nos sopra o fôlego e só. Para chegar a esse estado, há pelo menos três possibilidades. Somos, por demais, elevados para que nos entendam. Somos, por demais, limitados para entender aos que nos rodeiam. Somos nem isso, nem aquilo. Somos como tantos e tantos outros. Apenas seres humanos gestando, por este meio, o amadurecimento. Nada a celebrar. Nada a fazer, até o ânimo, por si só, reaparecer. Não toque, não fale, observe de longe, seja um ombro amigo e deixe adormecer.

É muito importante montar uma planilha e ir contabilizando o quanto se tem proporcionado em termos de economia de custos de produção ou de manutenção, aumentos de produtividade, redução nos tempos de montagem (setup), número de pessoas treinadas, quanto se evitou em investimentos, quanto se preveniu em desgastes prematuros de peças de reposição, enfim tudo o que possa ser convertido em valor. Se o cliente fosse pagar por um treinamento no mercado, que o fornecedor lhe proveu gratuitamente, quanto foi economizado? Esse valor, por exemplo, deve entrar na planilha da contabilidade dos benefícios proporcionados.

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Amado Mestre! Os céus devem estar de brincadeira! Saiba que essa foi a piada mais chata que ouvi desde quando tu inventaste o humor, na minha vida adulta, pois antes de ti, só Arrelia, por quem a criança, que habita em mim, também já chorou a pouco tempo atrás. Em um país de tanta desigualdade, alguém como tu, que democratizava a graça, não deveria partir assim tão prematuro,  pois 80 anos para alguém da tua estatura é como se ainda fosses um bebê! Quem é esse que virá me fazer rir de mim mesmo, da minha própria condição de otário, em mundo de tantos espertos? Quem é esse que virá resgatar os aposentados do riso? Quem será o palhaço, que com tanta humildade e sabedoria, me fará rir da pobreza de espírito, da vaidade e da arrogância, de todos aqueles que poderiam tornar a vida de tantos mais divertida, mas não o fazem? Quem me fará rir sem ser pastelão, sem ser chulo, sem ridicularizar o alheio, sem apelar por demais ao sexo? Quem será esse meu mestre? Às vezes me passa que criaste o humor e jogaste a receita fora! Gostaria muito de te pedir para voltar, mas os anjos vão ficar muito sem graça e já que tu tens mesmo que partir, só me resta te dizer: Tudo bem mestre, seja lá para onde for, vai feliz pelo legado que deixaste e, quando chegar lá, “Ripia Raimundo”!!!