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O amargo preço da intolerância!

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A Revolução Francesa foi a grande revolução que marcou a ascensão da burguesia ao poder político. Esse fato provocou tantas mudanças que é tomado como referência para identificar a passagem da idade moderna para a idade contemporânea. Foi um movimento social e político ocorrido na França no final do século XVIII, entre 5 de maio de 1789 e 9 de novembro de 1799, que teve por objetivo principal derrubar o Antigo Regime (Ancien Régime), absolutista monárquico, comandado pelo rei Luis XVI e instaurar um Estado democrático que representasse e assegurasse os direitos de todos os cidadãos.

Em 1789, a França atravessava uma grave crise econômica, cujos efeitos negativos recaiam sobre o povo. Enquanto o rei Luís XVI, sua esposa Maria Antonieta e a corte francesa viviam luxuosamente no Palácio de Versalhes, o povo passava fome e pagava pesados impostos.

Com cerca de 26 milhões de habitantes, o país era o mais populoso de toda a Europa e também um dos mais injustos. O clero e a nobreza contavam com enormes privilégios e o rei impunha sua vontade, pois era considerado como o representante de Deus na terra.

Nessa época, a sociedade francesa estava dividida em três ordens ou estados:

O primeiro estado era o clero, que representava a igreja, com cerca de 120 mil pessoas. Cerca de 20% de todas as terras da França pertenciam a Igreja.

O segundo estado era a nobreza, composta pela família real, pelos cortesãos (aristocratas que viviam na Corte), pela nobreza provincial e pelos burgueses, que embora não tenham nascido nobres, enriqueceram e compraram títulos de nobreza (nobreza de toga). À nobreza correspondia um total de 360 mil pessoas e possuíam mais de 20% das terras do país.

O terceiro estado era composto pelos burgueses, ou seja, mercadores, trabalhadores urbanos e camponeses, que vendiam suas mercadorias nos BURGOS – cidades erguidas ao redor das muralhas dos castelos medievais
A grande massa populacional era realmente os camponeses que correspondiam a cerca de 80% da população francesa, contudo, viviam na miséria e, muitas vezes, a sua situação era agravada pelas secas, enchentes e más colheitas. Com essas crises, os preços dos produtos subiam, o que provocava rebeliões no campo e na cidade. Além disso, muitos desses camponeses ainda estavam vinculados aos seus senhores por laços feudais, cumprindo obrigações como a corveia (trabalho gratuito nas terras dos nobres).

A revolução francesa é considerada como o acontecimento que deu início à Idade Contemporânea. Aboliu a servidão e os direitos feudais e proclamou os princípios universais de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” (Liberté, Egalité, Fraternité), frase de autoria de Jean-Jacques Rousseau.

No auge da revolução, o rei Luís XVI e sua esposa foram sacrificados por meio da guilhotina.

À liberdade apegaram-se os capitalistas. Cada um é livre para utilizar seu tempo, recursos e expertises, como meio de prover seu próprio sustento e gerar riqueza para si mesmo e aos seus. Sendo um bom empreendedor, suas ações ainda beneficiarão terceiros que lhe prestarão serviços e receberão por isso. O Capitalismo privilegia, portanto, a meritocracia. Cada indivíduo evolui de acordo com seus próprios méritos, seus investimentos particulares, seus esforços pessoais e sua dedicação aos seus objetivos de vida. Independentemente de sua idade, estado civil, número de filhos, graduação, patente, naturalidade ou qualquer outro fator que possa servir como distinção, cada indivíduo receberá pelo que fizer jus.

À igualdade apegaram-se os comunistas, que pregam uma ideologia política e socioeconômica, que visa promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes sociais e apátrida, baseada na propriedade comum dos meios de produção. Para os comunistas, todos são iguais e, portanto, a riqueza gerada pela coletividade de compatriotas, deve ser distribuída igualmente entre todos os cidadãos. Independentemente, se um for astronauta e o outro um servente de pedreiro. Ainda que o astronauta tenha empenhado todos os seus esforços físicos e mentais para chegar a um doutorado em engenharia aeronáutica, detentor de 35 patentes mundiais e o servente de pedreiro tenha sido um acomodado, que tenha fugido da escola por preguiça de estudar. Sendo ambos cidadãos de um mesmo país e possuindo um mesmo número de filhos para criar, devem receber, do estado, tratamento e salários iguais. Exceto para os líderes revolucionários que ficarem no poder, pois, a julgar pela história, se consideram à parte de todos os demais e vivem no fino luxo.

À fraternidade apegaram-se quem mesmo? Os santos. Sim apenas esses como exceção! Uma vez que o poder corrompe, como alguém já escreveu um dia. Assim, os capitalistas sempre tenderão ao capitalismo selvagem, cujo objetivo único é o lucro crescente. Danem-se as florestas, a fauna, a flora e o meio ambiente como um todo! Dinheiro é o que mais interessa! Enquanto os comunistas tenderão à castração da liberdade e da criatividade.

De modo geral, ambas ideologias se esqueceram da maior virtude que pode haver em um ser humano. Suas ideologias vêm em primeiríssimo lugar. Em favor da supremacia dessas, se tornam cegos aos valores humanos e a tudo quanto for contrário ao seu modo de ver a vida. Só há uma verdade. Invariavelmente, a deles.

Por conta de suas ideologias nasceu a bomba atômica, o holocausto, a brutalidade, a corrupção, o genocídio, o terrorismo, as ditaduras, e tantos outros flagelos, quiçá ainda piores do que a indiferença da corte de Luis XVI e dona Maria Antonieta.

Por isso amo as crianças de todas as nacionalidades, raças e etnias, por elas vertem me lágrimas de tristeza, quando um desses pequeninos sucumbe ante a arrogância ideológica de líderes insensíveis. Pois todas nascem santas, absolutamente inocentes, livres de qualquer ideologia ou preconceito, intensamente puras, plenamente isentas, totalmente dependentes, contudo, transbordam em graça. Trazem em si a imagem e a semelhança do que pode haver de melhor no mundo; a esperança! Inspiram em qualquer pessoa, minimamente justa, o maior dos sentimentos; o amor!

Marcondes 15 de setembro de 2015 02:53

Segue vídeo clip de uma canção interpretada por Arnaldo Antunes, que considero muito oportuna.

Abraços!

Marcondes 17 de setembro de 2015   01:32

 

 

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12 comments on “O amargo preço da intolerância!”

  1. Roberto Rosa da Conceição Responder

    Parabens marcondes , lindo texto de uma sintese e profundidade cortante .
    Vale a pena ser repassado adiante .

    • marcondes Responder

      Estimado Roberto!
      Muito obrigado pela visita ao blog e pelo seu comentário.
      Fico feliz que tenha gostado.
      Muito obrigado!
      Grande abraço!
      Marcondes.

  2. José Pavani Sobrinho Responder

    Gostaria de saber se daria para repensar o ser humano? No mesmo instante que o mesmo se acha o animal mais racional sobre a terra, se embrutece e se esquece que liberdade, igualdade e fraternidade, deveriam fazer parte de um povo civilizado.

  3. Francisco C Marcondes Responder

    Olá Pavani!
    Obrigado pelo comentário.
    Também penso muito nisso.
    Quem mais sofre são as crianças, ou seja, os mais inocentes pagam o maior preço!
    Pois que sigamos pregando a paz e a justiça e fazendo a nossa parte.
    Muito obrigado mais uma vez e um ótimo final de semana pra você e tua família!
    Abraço!
    Marcondes.

    • Francisco C Marcondes Responder

      Grannnnnde Geraldo Cota!
      Que prazer o meu em receber o teu comentário.
      Prezo que esteja tudo muito bem contigo e tua rica família.
      Diga a tua mulher que toda vez que eu tomo um bom suco de acerola eu me lembro de vocês e do dia em que os visitei!
      Grannnnnde abraço e mais uma vez obrigado pela visita!
      Abração!
      Marcondes.

  4. Fabio Responder

    Bela reflexão, e quando voce narrava a situação vivida pelos franceses, por algum motivo enxergava um paralelo ao nosso Brasil dos dias de hoje.
    um abraço Mestre

    • Francisco C Marcondes Responder

      Olá Fabio!
      Obrigado pelo comentário e pela visita.
      Na verdade eu comecei a narrativa pensando nos horrores que esses imigrantes têm passado na Europa, porém, como você também percebeu, notei que na revolução francesa houve muitas situações de revoltam que diretamente nos faz sentir na pele o que os revoltosos daqueles tempos sentiram.
      Grande abraço pra você também!
      Marcondes.

  5. Lucio Leite de Oliveira Responder

    Parabéns Marcondes, sei que Você tem condições para transcrever tudo isto, em todos o Idiomas da Terra, pois Você Já provou que é Um Ser de Excelentes princípios, O Amor que Você Mencionou, é na verdade a Arma poderosa e Mortífera contra todas as Especies de Males, que só Promove o Bem, O AMOR É O SENHOR JESUS CRISTO.

    • Francisco C Marcondes Responder

      Olá Lucio!
      Obrigado pelo comentário!
      Também penso muito nisso.
      A única arma capaz de vencer todos os males é o amor, porém, custa muito ao homem entender isso!
      A maciça maioria das pessoas ainda prefere o olho por olho e o dente por dente.
      Até muitas pessoas da mais elevadas na fé Cristã, se não vigiarem, correm o risco de, quando atingidos na própria pele, voltarem-se para o ódio.
      É preciso muuuuuuita grandeza de espírito para sermos capazes de agir como discípulos do grande Mestre!
      Grande abraço!
      Marcondes.

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