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Para voar, não basta ter asas!

Asas não basta

Certos níveis elevados de realização só são possíveis àqueles capazes de reinventar-se. A contínua evolução reside na eterna insatisfação. Se é verdade que o homem é fruto de suas crenças, enquanto houver apego, não haverá evolução. Ao incapaz de renascer resta a conformidade com o que tem. Quem estiver apaixonado pela própria história já terá alcançado o suficiente de si mesmo. Aquele que se acredita cem por cento certo, já selou o próprio destino e o que se imagina cem por cento errado, se quer nasceu. Reconhecer outras possibilidades, enxergar um mesmo desafio sob novas perspectivas, ouvir mais do que a própria voz só é possível aos verdadeiros líderes. Ceder apenas para conciliar é um erro, não ceder apenas para demonstrar poder é pura ignorância. Muitas vezes o consenso é apenas consenso e nada mais do que o consenso. Nem sempre a discórdia encerra uma inverdade. De modo geral, o silêncio é sinal de incompetência, todavia, há momentos em que denota grande sabedoria. Para muitos a eloquência é sempre sábia e foi por esse meio que tantos foram levados ao holocausto. A borboleta só voará quando morrer a lagarta. Todas as aves tem asas, contudo, poucas dominam o vento e as alturas. Isso explica porque não se encontram águias nos açougues de supermercados. 

Marcondes                                                                  10 de Janeiro de 2013

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2 comments on “Para voar, não basta ter asas!”

  1. Marcelo Responder

    Legal Marcondes.

    Esta percepção realmente é muito interessante. Estou me referindo por exemplo a: “consenso é apenas consenso, ou quando cedo para conciliar apenas, ou ainda quando apenas não cedo por não ceder é ignorância”. Acho bacana porque quando passamos deste ponto, ou negociando esta situação, logo podemos perceber, ou até mesmo já o fizemos premeditadamente muitas vezes. Na verdade sabemos que ficamos insatisfeitos com nossa própria atitude, certamente que percebemos uma inquietação, incômodo mesmo.
    Acredito que se insistem tanto nessas neutralidades, poderá estar desperdiçando a vida profissional de excelência, ou abrindo mão dela, como queira.

    Enfim, isto pode fazer a diferença entre a mediocridade e a excelência.

    Um abraço!

    • Francisco C. Marcondes Responder

      Estimado Marcelo!
      Gostei muito do teu comentário.
      Penso que é assim mesmo. Muitas vezes aceitamos uma posição, apenas para se ajustar ao consenso, quando o correto seria insistir em nosso ponto de vista. Há contudo outras situações em que podemos insistir no equívoco ou impor uma posição apenas porque estamos no comando.
      Penso que esse é um dos motivos pelo qual devemos sempre buscar a sabedoria, para termos a certeza de quando devemos insistir e quando devemos ceder.
      Obrigado pela tua companhia e um excelente 2013 pra você e tua família!
      Abração!
      Marcondes.

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