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O que pode ser, verdadeiramente, justo?

A vida é apenas um sopro, mas toda criatura, deste mundo, tem igual direito a ela. Para viver, todo ser vivo precisa alimentar-se, caso contrário morrerá. Há mais de uma maneira de se obter alimento. Uma delas é caçando. Caçar nem sempre resulta em sucesso. Alguns dias são reservados à caça e outros ao caçador. Caçar implica em se ter uma estratégia de caça. Para tanto, alguns se penduram em galhos de árvores, outros, todavia, usam pólvora. São muitos os que se alimentam de aves. Frangos, por exemplo, são aves. Entre as aves, todas, haveria alguma que teria mais direito à vida? Para garantir a perpetuação da espécie, as aves põem ovos, mas ovos também são alimento para muitos. Seriam os ovos de uma ave mais nobres do que os de outra? Supõem-se que uma ave rápida ante a uma cobra ligeira, tenha mais chance de preservar a vida do que se pensa; dado o número superior de tais aves em relação ao de cobras ligeiras que há na terra. Já aves mais lentas e criadas em cativeiro, não tem chance alguma ante ao seu típico predador. Mas, seria justo não ter qualquer chance? Entre os justiceiros, conhecedores do bem e do mal, são incontáveis os que estão dispostos a salvar o pássaro rápido e esmagar a cabeça da cobra, mas nenhum deles interessado em fazer o mesmo com o predador do frango cativo, a menos que esteja fora de seu juízo natural. Tal dissertação, embora possa parecer, não tem a intensão de defender a cobra, tão pouco de poupar os frangos cativos, apenas demonstrar que entre uma ave e uma cobra há muitas possibilidades de reflexão.  Por um lado, me parece ser algo absolutamente inútil e temo estar fazendo o distinto leitor desperdiçar o precioso tempo, já que aquele que é capaz de ler, não é ave, muito menos cobra (no sentido denotativo da palavra), por outro lado, ajuda a compreender porque os reis mais nobres da antiguidade alimentavam-se apenas de cereais, pois o alimento desses reis não podia custar a vida, nem o sangue de nenhuma criatura.

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10 comments on “O que pode ser, verdadeiramente, justo?”

  1. Valério Freitas Responder

    Sempre acompanho seu blog e, apesar de nunca comentar, aprecio, porém, esta mensagem é digna de elogio, pois, nos faz pensar até que ponto, somos caça ou caçador. Creio que todos nós temos nossos dias de algoz e vítima. Falo em todos os aspectos, seja no seio familiar ou no mercado consumidor. Fez-me recordar daquela historinha que diz: seja você, predador ou presa, quando amanhecer o dia comece a correr para que não morra de fome ou, se torne um alimento. No mundo corporativo o ideal é que estejamos sempre no posto de caçador/predador, posto que é mister sobreviver aos dias e fazer valer o esforço implantado na construção de uma marca. Porém, creio que, mesmo na situação de caçador, devemos cuidar para que nosso negócio não destrua o meio fomentador da economia como um todo.

    • marcondes Responder

      Olá Valério!
      Muito obrigado pela visita e e pelo teu refinado comentário, me fez lembrar do título de um livro que diz: “Quem não faz poeira, come poeira”. De modo que, se nos há apenas duas opções, parece melhor ficar com a de predador, pois corre-se o risco de que, enquanto nos perdemos em elucubrações, o concorrente passa à frente e nos toma o pedido e o cliente. A ascensão de uma marca vem da reputação que se é capaz de propagar. Quase toda reputação é constituída de uma parte que é real e de uma outra que é mito. Um dia me daparei com a seguinte pergunta: — Você já viu algum leão obeso? Isso me fez ver que um leão não é tão predador quanto a fama que tem, pois a grande maioria dos leões é magra, talvez, porque predam menos do que gostariam. Para fugir desse “looping”, procuro dirigir meu pensamento para a estratégia do líder servidor, pois o líder servidor não persegue os colibris, antes disso, planta flores ao redor da casa, para assim poder apreciar a beleza que ostentam, sem precisar priva-los da vida natural. Há também aqueles pseudoservidores, que penduram bebedouros de água açucarada nas varandas de suas casas, eliminando assim toda a necessidade de glicose que há nessas pequenas aves, que, uma vez saciadas, deixam de polenizar milhares de flores. Fazendo isso, prestam um favor aos cuitelinhos e um deserviço à flora. Uma boa empresa atua como um jardim na vida dos clientes. Seus produtos e serviços atuam como perfume e suas promoções como uma briza de verão e, por conta disso, muitos clientes se achegam ao seu redor. Tenho consciência do quão ufanista pode ser este meu pensamento, porém creio que possa haver alguma outra alternativa entre a savana Africana e o jardim do Édem. Penso que combinando estratégias, talvez, possamos ser bem sucedidos de algum outro modo, além daqueles aos quais já nos habituamos.
      Muito obrigado pelo comentário e pela visita.
      Uma excelente semana pra você.
      Marcondes.

  2. marcondes Responder

    Caro.

    Em teu post, quando dizes:

    “Tal dissertação me soa como algo absolutamente inútil, e temo estar fazendo o distinto leitor desperdiçar o precioso tempo, já que aquele que é capaz de ler, não é ave, muito menos cobra (no sentido denotativo da palavra), porém, me ajuda a compreender porque os reis mais nobres da antiguidade alimentavam-se apenas de cereais, pois o alimento desses reis não podia custar a vida, nem o sangue de nenhuma criatura“.

    Me faz pensar no seguinte:

    Os cereais têm vida, as plantas têm vida, então continuamos nos alimentando com a morte de outros. Até mesmo quando se colhe uma flor para enfeitar um ambiente e alegrar outrem está ceifando uma vida no auge da juventude, onde o desabrochar esta na busca da abelha ou da brisa da fecundação. A vida portanto é um paradoxo ou um antagonismo constante que para viver tem que matar.
    Não estariam certo os abutres, os urubus, os cogumelos e as hienas dentre tantos que vivem das vidas mortas? Os abutres, urubus não matam mas espreitam pela morte. (veja a foto chocante premiada- politzer – inclusive que te enviei por e-mail, onde um urubu espreita a morte de uma criança desnutrida). Como nós viveríamos então; das folhas mortas, do capim seco? De transformados químicos? Como?

    Pode publicar no seu blog, se achar oportuno!

    Um bom dia.

    Aryoldo.

    • marcondes Responder

      Estimado Aryoldo!
      Entendo sua argumentação.
      Penso que ao se alimentar de grãos, os antigos nobres, poupavam uma fonte de vida estabelecida que era a planta madura. Por outro lado, como me falaste ao telefone, as sementes, por sí só, são gêneses de vida. Talvez, por conta dos próprios desígnios da natureza, sementes são, em geral, produzidas em excesso. Pois sabe-se que parte delas será comida pelos pássaros, parte carregada pelas formigas e outra levada pelo vento em direção a solos insalubres. É possível que tais reis e rainhas acreditassem estar se alimentando deste excesso natural. Talvez, em contra partida e como agradecimento, ordenassem a seus vassalos que regassem, adubassem e livrassem tais plantas maduras do excesso de pragas. Menciono excesso, pois se tais elevadas pessoas fossem mesmo justas, haveriam de pensar que também as pequeninas criaturas, às quais damos o nome de pragas, também tinham direito à vida. É possivel que tais seres minúsculos sejam pragas apenas aos nossos olhos e, como criaturas, também deveriam ter o seu direito garantido, quanto ao alimento que disputam conosco. Para nossa sorte, chegamos ao “inseticida” antes que elas chegassem ao “humanicida” ou à pólvora.
      De tudo isso, o que poderíamos tirar de proveito, já que ainda não há alguém interessado em consumir o excesso de seres humanos que povoam a terra?. Creio que devemos ter respeito por tudo quanto tem fôlego e por tudo quanto tem vida e, perante a todos eles, agir com extrema responsabilidade e coerência, até que um dia cheguemos à iluminação!
      Um grande abraço.
      Marcondes.

    • marcondes Responder

      Olá Sergio!
      Com o tempo fui pegando gosto pela filosofia. Só de uma coisa me arrependo, de não ter começado mais cedo.
      Fico mutio grato a você pela visita e pelas palavras. Um grande incentivo para mim.
      Grande abraço!!!
      Chico!

  3. Edilson Alves Responder

    Boa tarde amigo Marcondes, parece que já comentei este Post, estou ficando meio velho.

    É querido amigo, é assim que a vida é, uns precisão morrer para outros tenham vida, ( me perdoe mas preciso falar isso, ” Um dia Um teve que morrer para que nós, hoje pudéssemos ter vida”)

    Mas é fato que nós somos seres predadores, quando deveríamos ser seres Humanos.

    Também quero deixar um comentário sobre o assunto em pauta mas com uma outra visão, (Embora não seja o foco da postagem) em nosso meio Cristão essa maneira de ver e viver a vida é a mesma, nós procuramos um Deus que pode nos dar tudo (E PODE MESMO) e não importa muito quem vai perder, os Cristãos de hoje querem ter e possuir, não importa muito como, Muitos Cristãos hoje são predadores. Me permita fazer uma correção sem apagar nada, Cristão não, Multidão, pois a multidão seguia Jesus em busca de milagres, mas que seriam os verdadeiros Cristãos estavam com Ele aprendendo a arte de viver para o outro. É como coloquei no meu facebook. Nós precisamos nos definir, somos multidão ou somos Cristão.

    Deus te abençoe querido amigo, suas matérias tem muito me acrescentado.

    Ósculo Santo.

    • Marcondes Responder

      Estimado Edilson!
      Que a paz esteja contigo!
      Te compreendo perfeitamente.
      Eu também estou no Facebook, me envie um convite. Será um prazer te-lo no meu rol de amigos do Facebook também.
      Eu leio muita coisa no facebook, muitas pessoas se referem a Deus, mas sempre como um Deus que está ali para servir. Coisa do tipo:
      — Se você está necessitado ou precisando muito de cura, de apoio emocional ou seja lá o que for, peça, procure por Deus, etc etc.
      Não vejo ninguém dizer:
      — Senhor! O que posso fazer para ter o privilégio de servi-lo? O que posso fazer para que tua colheita seja farta? Usa-me como instrumento da tua vontade?
      Vejo muito mais pessoas querendo fazer de Deus um instrumento de alívio de suas preocupações do que se colocando na posição de servo!
      Creio que esse é o nosso papel, servir, servir mais do que ser servido.
      É sempre bom receber teus e-mails.
      Te agradeço!!

      Ósculo Santo!

      Marcondes.

    • Marcondes Responder

      Estimado Vinícius!
      Te tenho como um sobrinho querido!
      Espero que todos estejam bem por aí.
      Fico feliz com tuas visitas ao meu Blog. Me sinto honrado!
      Epicuro pregava que a felicidade dependia da pessoa ser livre, ter amigos e poder refletir.
      Acho que estou quase lá. Você por exemplo está entre meus amigos, só quanto à reflexão é que temo não ter refletido o suficiente!
      Um grande abraço e lembranças a todos!!!
      Marcondes.

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