Navegando Posts publicados em junho, 2012

Criado sob a égide de que o trabalho enobrece o homem, convicto de que é com o suor do rosto que se ganha o pão, ciente de que a competição pela vida se vence fazendo mais, treinando mais, estudando mais, se dedicando mais, caprichando mais. Torna-se o homem tão disponível ao trabalho, e por tanto tempo, que tal disponibilidade acaba por consolidar-se em obrigação. Cada indivíduo é um átomo ativo do capitalismo. Afinal, alguém precisa acelerar a economia. Quanto mais ocupado maior o status, maior a autoridade, mais elevados os ganhos financeiros, maiores são as posses, maior o poder de sedução, maiores as concessões para a vaidade. Nascido para vencer, para vingar-se da origem singela, para saciar a fome antiga, para convencer o mundo sobre sua superioridade e poder de liderança, não há tempo a perder, nem a socializar. O êxito profissional requer planejamento, organização, direção e controle. Mas, seria só ele o requerente de tais ações? E a vida, essa que é única, a esfriar o café, a empoeirar as esperanças, a sacrificar convívios, a embaçar a visão, a ensurdecer os ouvidos, a criar sulcos na face, a pratear os cabelos e a perder o sábado. Esse que um dia já foi consagrado ao descanso e à adoração!

Por onde passa, o homem deixa vestígios; sinais do seu estado de humor, da sua magnanimidade, da sua inteligência, do seu equilíbrio, do zelo e do trato que confere àquilo que se submete a fazer. Tais rastros, dão pistas de sua índole, de sua racionalidade, de sua expertise e da importância que confere a si mesmo e ao seu entorno. Para tanto, nem se necessita, se quer, buscar por suas respectivas publicações no facebook, pois este vem ha milênios deixando fortes pegadas de seu caráter ao longo da história. Perdendo o equilíbrio, muitas vezes, não cumpre os próprios propósitos, esses que lhe cabem como criatura inteligente e, por conta disso, ainda impede que outros seres e elementos cumpram os seus. Supostamente, dotado de inteligência, pode com o tempo encontrar o caminho da serenidade e da excelência no saber, mas isso, só  ocorrerá, se, por ventura, tal intento vier, algum dia, a lhe ser motivo de foco e preocupação. Animado e sábio, poderá revisitar certezas, rever posições, remover preconceitos, reconstruir-se em novas bases intelectuais, reeducar-se; recolocar-se sob novos pontos de vista, em relação a temas sobre os quais era absolutamente cético, em fim, recomeçar a vida. Ao inanimado, contudo, resta curvar-se à força do homem e deitar a cabeça na eternidade, por mais incômoda que lhe seja a posição, até que a mãe natureza o acolha novamente no seio de sua bondade, para que, quem sabe, em um longínquo futuro, tenha uma nova chance de cumprir um propósito mais nobre  do que aquele,  a ele, imposto pelo homem insensato.

HISTÓRIA DO TORNO JONES & LAMSON.

Amigos, recebi a crônica abaixo de Aryoldo Machado.

Ele a me enviou e pediu que eu a avaliasse para ver se poderiamos publica-la. Acabei de le-la.São 02:03 do dia 11 de Junho de 2012. Não pude resistir à tentação de publica-la no meu blog agora mesmo. Como ele é meu amigo, nem esperei a autorização final. Se ele achar ruim, sei que vai me perdoar e eu retiro o texto dele do ar. Por que tive essa reação? O que eu senti? Deixarei que vocês mesmos cheguem à conclusão! Se você for egresso da área da mecânica, como eu, e tiver vivido algumas decadas nesse ambiente, vá em frente e leia até o fim. Vale muito a pena!

Marcondes.

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Dia destes, em visita a uma boa empresa no interior de São Paulo, por coincidência era hora de almoço. Todas as máquinas estavam paradas, ao fundo só se ouvia um ruído de ar comprimido vazando em alguma mangueira, ou em um conector de engate rápido. O gentil empresário que me acompanhava neste “plant tour” (visita às instalações fabris) exclamou: Como é triste ver as máquinas paradas! Concordei e me lembrei neste instante de muitos fatos onde presenciei máquinas paradas por “n” circunstâncias, inclusive por greves, por acidentes, ou pela normalidade dos feriados e horários sem turnos de trabalho. Um empresário, ao perceber as máquinas paradas, sempre pensa na última linha do balanço, “money” (dinheiro), em outras palavras, no resultado operacional da companhia. Eu já vejo também o lado nostálgico, sem nunca deixar de considerar também o lado material, o objetivo número “um”  da empresa que é, invariavelmente,  o resultado.  Mas sem mais delongas, considerando todo esse aspecto administrativo, há um fato que me marcou muito, que é o causo (caso) do tornão fabricado pela antiga JONES & LAMSON, originário dos EEUU. Trata-se da história de uma máquina que um dia deixou de funcionar. Eis o dito caso:

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Tudo é estranho se foge à compreensão. A uma tribo de iguais, tudo é extravagante, se escapa dos limites instituídos, por ela mesma, para que a igualdade se estabeleça. O medo inato de enfrentar o desconhecido faz com que a semelhança se transforme em uma zona de conforto. Assim, tudo o que destoa do que for comum e convencionado, tende a ser discriminado. De modo geral, é da incompetência de lidar com a diversidade, que nasce o preconceito.  O medo de contaminar-se e ser levado à paixão pelo que houver de bom no lado diferente, leva ao desejo coletivo e alucinado de se extinguir  os divergentes.  Para muitos, tal eliminação é preferível à perda de apoio da tribo. Ocorre que a coragem de ser autêntico, pode levar alguém à divergência do que estiver estabelecido como o melhor para todos; ainda que esse melhor seja um equívoco. Alguém poderia ser condenado pelo simples fato de ser diferente? Todos vêm ao mundo por graça, e do próprio mundo herdam suas convicções. Tudo se origina no berço de boas (ou más) vindas e nas referências que estiverem mais próximas ao rebento. Sendo o homem um animal social, por essência, toda imperfeição social, de um modo ou de outro, será fruto da imaturidade da própria sociedade e vice-versa; embora nem todos aceitem esse fato. Tão importante quanto a própria liberdade de escolha é entender e respeitar o direito que cada um tem, de também escolher com independência

Ser um vendedor excepcional implica em obter o pedido, mesmo em condições adversas (preços maiores, prazos mais elevados, rendimento inferior, etc.), pois o cliente vê nesse vendedor algum valor extra, pela presteza, pela assiduidade, pela consultoria, pelo serviço e pelo valor que agrega por intermédio de sugestões de melhoria de processos ou de racionalização de custos e inventários.  Um vendedor, de modo geral, vê a venda como um processo unilateral, focado principalmente no interesse particular que este tem de atingir suas metas de venda. Um vendedor profissional experiente vê a mesma atividade como um processo multilateral, ou seja, ele põe em perspectiva a necessária satisfação do cliente e também o bem estar da sociedade como um todo, em face da necessidade pessoal que tem de vender. Ao acrescentar à sua respectiva visão o bem estar da sociedade, ele inclui no processo de vendas o ponto de vista ético.

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Antes capacitar os clientes, no entanto, é preciso, primeiro, capacitar a equipe de vendas, pois toda a dúvida que o cliente tiver recorrerá em primeira instância a quem o atende diariamente. Por este motivo, o primeiro que não pode ter dúvida alguma sobre a aplicação de um produto, principalmente no caso de lançamentos, é o vendedor. É imprescindível que o vendedor sane suas próprias dúvidas antes de ir ao mercado. Se sentir qualquer insegurança no conhecimento de alguma aplicação, deve buscar as respostas, que necessita, junto à organização, pois internamente se pode ter todas as dúvidas, o que deve ser evitado, a todo custo, é ter tais dúvidas na hora da venda em frente do cliente.

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Valha me pedra da tua dureza. Valha me granito da tua frieza! Valha me rocha da tua firmeza! Valha me aço da tua indiferença! Valham-me todos vocês que não sentem dor, desprezo ou saudades! Valham me vocês sem alma nem espírito! Valham me todos vocês que nada precisam provar ou honrar! Vocês que não se expandem em júbilos, quando nas vitórias; nem se encolhem aos soluços, quando nas derrotas, pois por nada precisam lutar! Valham me todos vocês sem sentimentos, que não se ofendem por humilhação, nem por falta de reconhecimento; vocês que não se sensibilizam com a humildade, não se emocionam com a fraternidade, não se apaixonam pela inocência, nem se submetem às paixões! Valham me todos os que não se revoltam com as injustiças, nem com a hipocrisia! Vocês todos que não sabem o que é fome, sede, frio ou escuridão! Valham me corpos celestes, cujas órbitas e rotas próprias, em nada dependem do sentir!  Valham me todos vocês que não se alteram com as ofensas, não se animam com os elogios, sequer sabem o que é o amor! Valham me seres inertes! Valham me todos vocês , se querem que eu  renuncie a minha extraordinária e maravilhosa  condição de ser : humano! Se uma lágrima furtiva te chega sorrateiramente aos lábios é porque vives ! Não permita que a vaidade te prive da felicidade que encerra o ato de  poder  viver, sincera e intensamente! Só não chora o homem que não aprendeu a ser gente!

Dentre as maneiras de se agregar valor ao relacionamento com um cliente está o treinamento. Existem muitas maneiras de treinar alguém. O treinamento pode se dar por meio de cursos e palestras técnicas realizadas em um centro de treinamento do fornecedor, em cursos in plant (nas instalações do próprio cliente) ou ainda em escolas técnicas ou universidades com as quais se mantenha algum tipo de trabalho cooperado. Um treinamento pode incluir demonstrações práticas, as quais costumam criar maior impacto, porém ações bem mais simples, como por exemplo, ensinar uma pessoa a encontrar informações em um catálogo ou ainda o acompanhamento e orientação de um ou mais operadores durante o try-out (teste pré operação) de uma máquina recém vendida, também servem para cativar quem quer que necessite deste tipo de apoio.

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